Steven Tyler, do Aerosmith, responderá na justiça por acusação de agressão sexual que teria rolado em 1973

Publicada em: 05/05/2026 12:55 -

O vocalista Steven Tyler, 78, terá que responder judicialmente pelas acusações de agressão sexual contra uma menor de idade na década de 1970. O processo deverá ser julgado em  31 de agosto no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles.

O caso de por abuso sexual infantil foi aberto em 2022, de acordo com a apuração do site loudersound. No entanto, de acordo com o jornal Los Angeles Times, explica que a “janela de retroatividade” da Califórnia permite que supostas vítimas entrem com ações judiciais independentemente do prazo de prescrição .

Uma magistrada da Califórnia negou o pedido de arquivamento da defesa e manteve o processo ativo. O julgamento deve focar na conduta do artista durante o período em que ele deteve a guarda legal da vítima.

Entenda o processo judicial

A ação foi protocolada por Julia Misley, anteriormente conhecida como Julia Holcomb, que afirma ter sofrido agressão sexual, violência sexual e imposição intencional de sofrimento emocional.

Ela conheceu o líder do Aerosmith em um show em 1973, quando tinha apenas 16 anos. Segundo o relato, o músico convenceu a mãe da jovem a conceder a tutela para que ela vivesse com ele.

O tribunal analisou as alegações de que Tyler teria coagido a jovem a realizar um aborto após ela engravidar aos 17 anos. A defesa tentou anular partes do processo citando a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Os advogados afirmaram que o livro “Does the Noise in My Head Bother You?” trazia relatos protegidos pela liberdade de expressão.

“Ela tinha 16 anos, sabia ser safada e não tinha um fio de cabelo… eu, com 26 anos, e ela, mal maior de idade para dirigir e incrivelmente sexy, simplesmente me apaixonei perdidamente por ela”, escreveu Tyler em seu livro.

“Ela era o desejo do meu coração, minha parceira em crimes passionais. … Eu estava tão apaixonado que quase me casei com uma adolescente. Fui dormir na casa dos pais dela por algumas noites e eles se apaixonaram por mim, assinaram um documento me dando a guarda dela, para que eu não fosse preso se a levasse para fora do estado. Eu a levei em turnê comigo.”

Próximos passos do julgamento

A juíza Patricia Young determinou que os fatos narrados na biografia podem servir como evidência de comportamento recorrente. Além disso, a magistrada destacou que o sofrimento emocional causado à autora é um fator determinante para a continuidade do caso. Outras acusações ocorridas fora da jurisdição da Califórnia acabaram descartadas no momento.

O processo surge em um período delicado para a banda, que anunciou a turnê de despedida “Peace Out”. O grupo precisou adiar as apresentações recentemente devido a uma lesão nas cordas vocais do cantor. No entanto, a agenda de shows agora divide espaço com as preparações para os tribunais.

A defesa nega as acusações de agressão e sustenta que o relacionamento foi consensual conforme as leis da época. Por outro lado, a acusação mantém que a diferença de idade e a posição de poder invalidam qualquer consentimento. O julgamento final deve ocorrer no final de 2026.

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